MIGNA terra tê parmeras,
Che ganta inzima o sabiá.
As aves che stó aqui,
Tembê tuttos sabi gorgeá.
A abobora celestia tambê,
Che tê lá na mia terra,
Tê moltos millió di strella
Che non tê na Ingraterra.
Os rios lá sô maise grandi
Dus rios di tuttas naçó;
I os matto si perde di vista,
Nu meio da imensidó.
Na migna terra tê parmeras
Dove ganta a galigna dangola;
Na migna terra tê o Vap'relii,
Chi só anda di gartolla.
Juó Bananère - poeta, barbière i soldato - Gandidato á Gademia Baolista de Letras. Alexandre Marcondes Machado, vulgo Juó Bananère, foi um curioso poeta paulista que escrevia no patois falado pela colônia italiana do Brás, Bela Vista, Bom Retiro e outros cantos da cidade de São Paulo, nos idos da década de 20. Seus escritos no dialeto macarrônico (em mais de um sentido) foram publicados no periódico humorístico O Pirralho e depois reunidos no livro La Divina Increnca que teve três edições, a primeira em 1924 pelos Irmãos Marrano, Editores, a segunda, com prefácio de Mário Leite, notas e foto do autor, de 1966 por Folco Masucci e a terceira, comemorativa do centenário da Escola Politécnica da USP em 1993, pela própria Escola Politécnica, com nota do diretor (...), etc., etc.. No site http://bananere.art.br/ tem mais coisas a respeito dele e vários textos do Divina Increnca. Esse cara era muito legal! Esse O Pirralho citado aí em cima era o jornal do Osvald de Andrade.
terça-feira, 2 de junho de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário