sábado, 15 de agosto de 2009
domingo, 9 de agosto de 2009
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Regresso.
Saudades daqueles tempos
Lembranças... quais me consomem
Ardores... idílios... flores
A vida em seus dispores
Mulheres... bares... bilhares
Cabarés... noitadas... aragens
Ao mundo etílico de vozes
Sussurrando em meus ouvidos
Os velhos amores perdidos
Que... nunca hão de voltar
Hoje a velhice impera
Os dias de primavera
O inverno arrebatou
Minhas mãos tremulas... assustam
Meus olhos... não enxergam a lua
Nas ruas não vejo ninguém
Quero voltar ao passado
Amar como... jamais ter amado
Viver a ventura com quem
Um dia levei ao pecado
E... tê-la de novo ao meu lado
Síntese da mágoa e do bem...
Bob Stávale.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
terça-feira, 14 de julho de 2009
segunda-feira, 8 de junho de 2009
sábado, 6 de junho de 2009
Jogos Florais.
Minha terra tem palmeiras
onde canto o tico-tico.
Enquanto isso o sabiá
vive comendo o meu fubá.
Ficou moderno o Brasil
ficou moderno o milagre:
a água já não vira vinho,
vira direto vinagre.
Minha terra tem Palmares
memória cala-te já.
Peço licença poética
Belém capital Pará.
Bem, meus prezados senhores
dado o avançado da hora errata
e efeitos do vinho
o poeta sai de fininho.
(será mesmo com 2 esses
que se escreve paçarinho?)
Cacaso.
onde canto o tico-tico.
Enquanto isso o sabiá
vive comendo o meu fubá.
Ficou moderno o Brasil
ficou moderno o milagre:
a água já não vira vinho,
vira direto vinagre.
Minha terra tem Palmares
memória cala-te já.
Peço licença poética
Belém capital Pará.
Bem, meus prezados senhores
dado o avançado da hora errata
e efeitos do vinho
o poeta sai de fininho.
(será mesmo com 2 esses
que se escreve paçarinho?)
Cacaso.
terça-feira, 2 de junho de 2009
MIGNA TERRA Juó Bananère
MIGNA terra tê parmeras,
Che ganta inzima o sabiá.
As aves che stó aqui,
Tembê tuttos sabi gorgeá.
A abobora celestia tambê,
Che tê lá na mia terra,
Tê moltos millió di strella
Che non tê na Ingraterra.
Os rios lá sô maise grandi
Dus rios di tuttas naçó;
I os matto si perde di vista,
Nu meio da imensidó.
Na migna terra tê parmeras
Dove ganta a galigna dangola;
Na migna terra tê o Vap'relii,
Chi só anda di gartolla.
Juó Bananère - poeta, barbière i soldato - Gandidato á Gademia Baolista de Letras. Alexandre Marcondes Machado, vulgo Juó Bananère, foi um curioso poeta paulista que escrevia no patois falado pela colônia italiana do Brás, Bela Vista, Bom Retiro e outros cantos da cidade de São Paulo, nos idos da década de 20. Seus escritos no dialeto macarrônico (em mais de um sentido) foram publicados no periódico humorístico O Pirralho e depois reunidos no livro La Divina Increnca que teve três edições, a primeira em 1924 pelos Irmãos Marrano, Editores, a segunda, com prefácio de Mário Leite, notas e foto do autor, de 1966 por Folco Masucci e a terceira, comemorativa do centenário da Escola Politécnica da USP em 1993, pela própria Escola Politécnica, com nota do diretor (...), etc., etc.. No site http://bananere.art.br/ tem mais coisas a respeito dele e vários textos do Divina Increnca. Esse cara era muito legal! Esse O Pirralho citado aí em cima era o jornal do Osvald de Andrade.
Che ganta inzima o sabiá.
As aves che stó aqui,
Tembê tuttos sabi gorgeá.
A abobora celestia tambê,
Che tê lá na mia terra,
Tê moltos millió di strella
Che non tê na Ingraterra.
Os rios lá sô maise grandi
Dus rios di tuttas naçó;
I os matto si perde di vista,
Nu meio da imensidó.
Na migna terra tê parmeras
Dove ganta a galigna dangola;
Na migna terra tê o Vap'relii,
Chi só anda di gartolla.
Juó Bananère - poeta, barbière i soldato - Gandidato á Gademia Baolista de Letras. Alexandre Marcondes Machado, vulgo Juó Bananère, foi um curioso poeta paulista que escrevia no patois falado pela colônia italiana do Brás, Bela Vista, Bom Retiro e outros cantos da cidade de São Paulo, nos idos da década de 20. Seus escritos no dialeto macarrônico (em mais de um sentido) foram publicados no periódico humorístico O Pirralho e depois reunidos no livro La Divina Increnca que teve três edições, a primeira em 1924 pelos Irmãos Marrano, Editores, a segunda, com prefácio de Mário Leite, notas e foto do autor, de 1966 por Folco Masucci e a terceira, comemorativa do centenário da Escola Politécnica da USP em 1993, pela própria Escola Politécnica, com nota do diretor (...), etc., etc.. No site http://bananere.art.br/ tem mais coisas a respeito dele e vários textos do Divina Increnca. Esse cara era muito legal! Esse O Pirralho citado aí em cima era o jornal do Osvald de Andrade.
domingo, 31 de maio de 2009
sábado, 30 de maio de 2009
sábado, 9 de maio de 2009
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Bacalhau com cerveja. Receita Fácil.
terça-feira, 5 de maio de 2009
Para você estar passando adiante.
Este artigo foi feito especialmente para que você possa estar recortando e possa estar deixando discretamente sobre a mesa de alguém que não consiga estar falando sem estar espalhando essa praga terrível da comunicação moderna, o gerundismo. Você pode também estar passando por fax, estar mandando pelo correio ou estar enviando pela internet.
O importante é estar garantindo que a pessoa em questão vá estar recebendo esta mensagem, de modo que ela possa estar lendo e, quem sabe, consiga até mesmo estar se dando conta da maneira como tudo o que ela costuma estar falando deve estar soando nos ouvidos de quem precisa estar escutando.
Sinta-se livre para estar fazendo tantas cópias quantas você vá estar achando necessárias, de modo a estar atingindo o maior número de pessoas infectadas por esta epidemia de transmissão oral.
Mais do que estar repreende ndo ou estar caçoando, o objetivo deste movimento é estar fazendo com que esteja caindo a ficha das pessoas que costumam estar falando desse jeito sem estar percebendo.
Nós temos que estar nos unindo para estar mostrando a nossos interlocutores que, sim, pode estar existindo uma maneira de estar aprendendo a estar parando de estar falando desse jeito. Até porque, caso contrário, todos nós vamos estar sendo obrigados a estar emigrando para algum lugar onde não vão estar nos obrigando a estar ouvindo frases assim o dia inteirinho. Sinceramente: nossa paciência está ficando a ponto de estar estourando.
O próximo "Eu vou estar transferindo a sua ligação" que eu vá estar ouvindo pode estar provocando alguma reação violenta da minha parte. Eu não vou estar me responsabilizando pelos meus atos.
As pessoas precisam estar entendendo a maneira como esse vício maldito conseguiu estar entrando na linguagem do dia-a-dia.
Tudo começou a estar acontecendo quando alguém precisou estar traduzindo manuais de atendimento por telemarketing. Daí a estar pensando que "We'll be sending it tomorrow" possa estar tendo o mesmo significado que "Nós vamos estar mandando isso amanhã" acabou por estar sendo só um passo.
Pouco a pouco a coisa deixou de estar acontecendo apenas no âmbito dos atendentes de telemarketing para estar ganhando os escritórios. Todo mundo passou a estar marcando reuniões, a estar considerando pedidos e a estar retornando ligações. A gravidade da situação só começou a estar se evidenciando quando o diálogo mais coloquial demonstrou estar sendo invadido inapelavelmente pelo gerundismo.
A primeira pessoa que inventou de estar falando "Eu vou tá pensando no seu caso" sem querer acabou por estar escancarando uma porta para essa infelicidade linguística estar se instalando nas ruas e estar entrando em nossas vidas. Você c ertamente já deve ter estado estando a estar ouvindo coisas como "O que cê vai tá fazendo domingo?" ou "Quando que cê vai tá viajando pra praia?", ou "Me espera, que eu vou tá te ligando assim que eu chegar em casa".
Deus, o que a gente pode tá fazendo pra que as pessoas tejam entendendo o que esse negócio pode tá provocando no cérebro das novas gerações?
A única solução vai estar sendo submeter o gerundismo à mesma campanha de desmoralização à qual precisaram estar sendo expostos seus coleguinhas contagiosos, como o "a nível de", o "enquanto", o "pra se ter uma idéia" e outros menos votados.
A nível de linguagem, enquanto pessoa, o que você acha de tá insistindo em tá falando desse jeito?
Ricardo Freire.
O importante é estar garantindo que a pessoa em questão vá estar recebendo esta mensagem, de modo que ela possa estar lendo e, quem sabe, consiga até mesmo estar se dando conta da maneira como tudo o que ela costuma estar falando deve estar soando nos ouvidos de quem precisa estar escutando.
Sinta-se livre para estar fazendo tantas cópias quantas você vá estar achando necessárias, de modo a estar atingindo o maior número de pessoas infectadas por esta epidemia de transmissão oral.
Mais do que estar repreende ndo ou estar caçoando, o objetivo deste movimento é estar fazendo com que esteja caindo a ficha das pessoas que costumam estar falando desse jeito sem estar percebendo.
Nós temos que estar nos unindo para estar mostrando a nossos interlocutores que, sim, pode estar existindo uma maneira de estar aprendendo a estar parando de estar falando desse jeito. Até porque, caso contrário, todos nós vamos estar sendo obrigados a estar emigrando para algum lugar onde não vão estar nos obrigando a estar ouvindo frases assim o dia inteirinho. Sinceramente: nossa paciência está ficando a ponto de estar estourando.
O próximo "Eu vou estar transferindo a sua ligação" que eu vá estar ouvindo pode estar provocando alguma reação violenta da minha parte. Eu não vou estar me responsabilizando pelos meus atos.
As pessoas precisam estar entendendo a maneira como esse vício maldito conseguiu estar entrando na linguagem do dia-a-dia.
Tudo começou a estar acontecendo quando alguém precisou estar traduzindo manuais de atendimento por telemarketing. Daí a estar pensando que "We'll be sending it tomorrow" possa estar tendo o mesmo significado que "Nós vamos estar mandando isso amanhã" acabou por estar sendo só um passo.
Pouco a pouco a coisa deixou de estar acontecendo apenas no âmbito dos atendentes de telemarketing para estar ganhando os escritórios. Todo mundo passou a estar marcando reuniões, a estar considerando pedidos e a estar retornando ligações. A gravidade da situação só começou a estar se evidenciando quando o diálogo mais coloquial demonstrou estar sendo invadido inapelavelmente pelo gerundismo.
A primeira pessoa que inventou de estar falando "Eu vou tá pensando no seu caso" sem querer acabou por estar escancarando uma porta para essa infelicidade linguística estar se instalando nas ruas e estar entrando em nossas vidas. Você c ertamente já deve ter estado estando a estar ouvindo coisas como "O que cê vai tá fazendo domingo?" ou "Quando que cê vai tá viajando pra praia?", ou "Me espera, que eu vou tá te ligando assim que eu chegar em casa".
Deus, o que a gente pode tá fazendo pra que as pessoas tejam entendendo o que esse negócio pode tá provocando no cérebro das novas gerações?
A única solução vai estar sendo submeter o gerundismo à mesma campanha de desmoralização à qual precisaram estar sendo expostos seus coleguinhas contagiosos, como o "a nível de", o "enquanto", o "pra se ter uma idéia" e outros menos votados.
A nível de linguagem, enquanto pessoa, o que você acha de tá insistindo em tá falando desse jeito?
Ricardo Freire.
Originalmente publicado na coluna Xongas, de O Estado de S. Paulo, em 16 de fevereiro de 2001 e posteriormente incluído no livro As cem melhores crônicas brasileiras .
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